Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal, Vol. 11, No 1 (2010)

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Leveduras vivas e monensina em dietas de alto concentrado para bovinos: parâmetros ruminais e degradabilidade "in situ"

Rodrigo da Costa Gomes, Maria Tereza Antunes, José Carlos Machado Nogueira Filho, Luis Carlos Vinhas Ítavo, Paulo Roberto Leme

Resumo


Leveduras têm sido utilizadas para substituir antibióticos em dietas para ruminantes. Assim, objetivou-se avaliar o efeito de leveduras vivas (Saccharomyces cerevisiae, Beef-Sacc®, Alltech, Inc.), monensina (Rumensin®, Elanco, Inc.) e a combinação de ambos em dietas com alto concentrado, sobre a fermentação, os protozoários e a degradação ruminal in situ. Quatro novilhos Nelore canulados no rúmen foram alimentados com uma dieta base (2,8Mcal EM/kg de matéria seca [MS]; 14% PB) e submetidos, de acordo com um delineamento Quadrado Latino 4x4, aos tratamentos: controle (CON; sem aditivos), levedura (LEV; 0,6 g/kg de MS), monensina (MON; 0,3g/kg de MS) e monensina mais levedura (MON+LEV). Avaliou-se os números de protozoários e os parâmetros de fermentação ruminal e de degradação do milho (MI), farelo de soja (FS) e casca de soja (CS). Não houve feito sobre o pH, butirato e N amoniacal, mas todos tratamentos diminuíram a concentração total de ácidos graxos de cadeia curta. MON e MON+LEV reduziram acetato (%) e a relação acetato:propionato. O propionato aumentou com MON e MON+LEV e com LEV nos tempos 4 e 6 horas após a alimentação. LEV aumentou o número de protozoários enquanto que MON e MON+LEV os inibiram. Não houve efeitos de LEV e MON+LEV sobre a degradação in situ de nenhum dos alimentos avaliados, porém a monensina aumentou a taxa de degradação do FDN da CS. Os efeitos da monensina sobre a fermentação ruminal são mais significantes do que aqueles observados com leveduras, e a combinação de ambos os aditivos não potencializa os resultados.

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