Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal, Vol. 11, No 3 (2010)

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Características morfológicas “in vivo” e da carcaça de cordeiros terminados em confinamento e suas correlações

Greicy Mitzi Bezerra Moreno, Américo Garcia da Silva Sobrinho, André Gustavo Leão, Rodrigo Vidal de Oliveira, Marcos Jun Iti Yokoo, Severino Cavalcante de Souza Júnior, Henrique Leal Perez

Resumo


Foram utilizados 32 cordeiros Ile de France, não castrados, com idade média de 6 meses, e distribuídos em quatro tratamentos, constituídos por dietas com dois volumosos (silagem de milho ou cana-de-açúcar) e duas relações volumoso:concentrado, 60:40 ou 40:60. Os cordeiros permaneceram confinados individualmente até atingirem 32kg de peso corporal, quando foram abatidos. Foram realizadas medidas morfológicas in vivo e na carcaça, medidas da área de olho de lombo e espessura de gordura por diferentes métodos, de modo que foram correlacionadas algumas dessas medidas. A relação volumoso:concentrado afetou apenas a condição corporal, que foi maior (3,85) nos cordeiros que receberam 40% de volumoso na dieta, enquanto o tipo de volumoso afetou a conformação e a cobertura de gordura da carcaça, maiores nos cordeiros alimentados com silagem de milho, de 3,65 e 3,50, respectivamente. As medidas de área de olho de lombo e espessura de gordura obtidas por diferentes métodos (ultrassom, paquímetro e planímetro) não foram influenciadas pela relação volumoso:concentrado e pelo tipo de volumoso. A maior correlação encontrada entre os métodos para determinação da área de olho de lombo foi entre o ultrassom e o planímetro, de 0,56. A utilização de ultrassom para medir a área de olho de lombo e a espessura de gordura da carcaça de cordeiros mostrou-se eficiente, com valores semelhantes aos obtidos diretamente na carcaça. Recomenda-se a realização de novas pesquisas que avaliem pesos de abate mais elevados, já que o abate aos 32kg, para a raça Ile de France, não proporcionou o mínimo de espessura de gordura recomendado para carcaças de cordeiros, de 0,30cm.

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